<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251</id><updated>2012-01-27T22:04:41.607-08:00</updated><title type='text'>Opiniões infundamentadas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-4361621498645855486</id><published>2012-01-27T16:54:00.000-08:00</published><updated>2012-01-27T17:13:12.178-08:00</updated><title type='text'>O trote e o DCE da UnB</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Enlighten the people generally, and tyranny and oppressions of body and mind will vanish like evil spirits at the dawn of day.&lt;br /&gt;Thomas Jefferson&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando da época da eleição para o DCE da UnB, uma amiga minha me perguntou o que é, nas propostas da Aliança pela Liberdade, que me atraía tanto. Eu a respondi que uma eleição não tem a ver apenas com propostas, mas, principalmente, com princípios. Porque nenhuma gestão de um ano vai se dar apenas na base de propostas: situações inesperadas, crises, coisas ruins vão acontecer, e decisões terão que ser tomadas. O mais importante na hora de votar nessa ou naquela chapa são os princípios a que o grupo no poder vai se referir na hora de tomar essas decisões. O meu apoio apaixonado pela Aliança pela Liberdade veio, e ainda vem, da certeza de que caso uma decisão difícil tenha que ser tomada, ela será tomada no sentido de aumentar a liberdade das pessoas para fazerem o que elas valorizam. E esse é um princípio do qual eu comungo fortemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo dito isso, um dos assuntos mais acalorados em discussões sobre a universidade no Brasil é o papel do trote, principalmente dos trotes de teor mais agressivo. Muitos diziam que era um péssimo método de recepção dos calouros, novas cabeças entrando na universidade: a pessoa mal entra e já é recebida com xingamentos, gritos, ovos, tinta, leite, cachaça, etc. Eu até concordo que é algo meio neandertal, mas sempre havia a corrente contrária, de pessoas que diziam que elas mesmo eram a favor do trote mesmo quando eram calouras, e que esperavam por esse momento. Os antigos DCEs não tinham dúvidas em relação à questão, e postularam que "trote é errado" e deve ser combatido em todas as instâncias. Obviamente essa postura normativa vindo de um órgão tão destituído de poder de mando não surtiu efeito, e os trotes aconteceram do mesmo jeito, sem que se houvesse qualquer distinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o DCE da Aliança pela Liberdade, então, decidiu a solução do modo mais racional e elegante possível: dividiu o resultado do vestibular em dois locais diferentes. O primeiro, na parte externa da UnB, seria para aqueles que querem participar da festa com ovos, farinha, tinta, cachaça e quetais. O segundo, no ICC, seria para aqueles que não se sentem confortáveis com isso. Como ninguém pensou nisso antes? Como ninguém pensou em deixar a decisão para o próprio indivíduo imbuído de vontades e entendimento em vez de procurar ordenar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;urbi et orbi&lt;/span&gt; o que é certo e o que é errado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, mostrando extrema competência como gestores além de como pensadores, o pessoal do DCE decidiu dar uma incrementada no clima de festa que é um resultado do vestibular e criou um ambiente com música, balões, algodão-doce e inclusive uma cama elástica (na qual eu torci meu braço). Esse DCE e essa ação política na universidade em prol da liberdade humana me excitam cada dia mais. É muito bonito ver isso acontecendo na sua frente: um espaço antes dominado por facções sectaristas da esquerda retrógrada, que acham que sabem o que é melhor pra todo mundo a qualquer momento, ser substituído por um espaço onde se respeita e se leva em consideração o fato de que cada indivíduo tem o direito de pensar diferente. Digo isto porque essa questão do trote é apenas UMA entre tantas outras que já me encheram de orgulho nessa gestão do DCE, mesmo que seja tão recente. Mas não vou mais digredir - fica aqui apenas o meu parabéns sincero aos integrantes do DCE Honestino Guimarães da Universidade de Brasília.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-4361621498645855486?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/4361621498645855486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=4361621498645855486' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/4361621498645855486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/4361621498645855486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2012/01/o-trote-e-o-dce-da-unb.html' title='O trote e o DCE da UnB'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-8155274910965970817</id><published>2011-12-26T21:47:00.000-08:00</published><updated>2012-01-27T22:04:41.621-08:00</updated><title type='text'>A Odisseia, parte 1 (livros I - XI)</title><content type='html'>Esse texto é uma pequena análise da primeira parte (livros I-XI) da Odisseia de Homero, escrito para o clube de leitura do qual eu faço parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, existem dois conceitos fundamentais para a compreensão dos épicos homéricos. O primeiro é o "kléos" ( http://en.wikipedia.org/wiki/Kleos ), que pode ser entendido como sendo "glória"; e o segundo é o "nostos" ( http://en.wikipedia.org/wiki/Nostos ), que pode ser entendido através da palavra inglesa "homecoming". Esses dois valores estão presentes tanto na Ilíada quanto na Odisseia - bastando apenas ver que um dos pontos centrais da Ilíada é a escolha de Aquiles entre morrer na guerra de Troia mas obter glória eterna (kléos) OU reinar pacificamente sobre a Ftia, até morrer pela idade sem nenhuma notoriedade (nostos). Apesar disso, acho que posso grosseiramente dizer que a Ilíada é uma obra que gira em torno de "kléos", enquanto que a Odisseia é uma obra que gira em torno de "nostos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar apesar disso e já entrando na "análise" do livro, a primeira parte (livros 1-4) se concentra muito mais em torno de "kleos" do que de "nostos". Como eu mencionei no email anterior, essa parte é chamada de Telemaquia e diz respeito à indignação de Telêmaco com a situação em que se encontra a sua casa e à sua busca por informações sobre o pai. Essa parte gira em torno de "kleos" por dois motivos: o primeiro tem a ver com o próprio Telêmaco, que se vê entrando em idade adulta (outros personagens deixam claro que ele não pode ser mais considerado uma criança, principalmente quando outras pessoas na idade dele perfizeram atos heroicos [1-290 a 1-300]) e incapaz de defender a sua propriedade, a sua mãe e a memória de seu pai dos ataques da horda de pretendentes fanfarrões que buscam a mão de sua mãe (O Canto décimo sexto conta 108 pretendentes. CENTO E OITO!!!  http://en.wikipedia.org/wiki/Suitors_of_Penelope ). Em várias partes também os pretendentes deixam claro que não nutrem nenhum respeito por Telêmaco. Quando este decide falar na ágora sobre a sua aflição, é duramente respondido por um destes pretendentes. Se lembrarmos que a prática da fala pública era um dos elementos mais importantes na dinâmica política grega, eu creio que essa situação deve ter sido bastante humilhante para aquele que era o filho do Rei de Ítaca e herdeiro ao trono. O segundo motivo tem a ver com o próprio Odisseu: Telêmaco sofre pela possibilidade de seu pai ter morrido no mar (à época não era doce morrer no mar), em vez de ter morrido em guerra, adquirindo assim "kléos" perante todos os Aqueus. Esse sofrimento é incrementado pela própria falta de notícia sobre a morte ou não do pai, que prolongava a agonia da situação em vários sentidos. Esta agonia é tão grande que, incentivado e guiado por nossa deusa-patrona, Telêmaco decide, sem experiência alguma, tomar um navio (em última instância, a própria atitude que causou o sumiço do pai) e ir até Néstor e Menelau atrás de tais notícias. Como diz o artigo da Wikipedia que mandei ali em cima, " Kleos is invariably transferred from father to son; the son is responsible for carrying on and building upon the "glory" of the father ". A morte inglória de Odisseu, então, significa uma vida inglória para o herdeiro Telêmaco. Este, porém, já vivia uma vida altamente humilhante, tendo que lidar com os pretendentes. A Odisseia começa então com uma afirmação (ou re-afirmação, se se pensa na Odisseia como sendo uma narrativa posterior, no tempo, à Ilíada) do papel fundamental da glória como valor basilar das relações entre os nobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que eu penso que a Odisseia reafirma nesse seu começo é o papel fundamental dos deuses, na concepção homérica, na condução da vida humana. Para balizar essa análise, baseio-me numa pergunta proposta pelo seguinte site sobre o livro (perdoar a terrível forma do site) http://www.sparknotes.com/lit/odyssey/study.html :&lt;br /&gt; “How does Homer portray the relationship between gods and men in the Odyssey? What roles do the gods play in human life? How does this portrayal differ from that found in the Iliad?” &lt;br /&gt; O site propõe como resposta a essa pergunta uma diferença fundamental na grandeza das ações divinas entre a Ilíada e a Odisseia. Eu, do alto da minha ignorância, devo discordar. Qualquer tom mais carregado na abordagem do poder e personalidade divinos na Ilíada deve-se à situação – uma guerra que durou dez anos – do que a diferenças ontológicas sobre o papel e influência dos deuses na vida humana. Creio que existem três situações onde se pode verificar isso.&lt;br /&gt; A primeira delas reside no próprio mote do livro. Odisseu tem sua jornada à casa (seu “nostos”) impedido por conta da ação de dois deuses: o primeiro é Posêidon, que trabalha para puni-lo por conta da morte de Polifemo, e o segundo é a própria deusa Calipso. Esses são os determinantes IMEDIATOS do bloqueio do “nostos” de Odisseu – dois deuses intervindo diretamente na situação.&lt;br /&gt; A segunda situação diz respeito a Atena: apenas por intermédio de seu conselho (sua intervenção indireta – seu encorajamento, e sua intervenção direta – algumas das palavras que saem de Telêmaco em direção a Néstor e Menelau são formuladas pela deusa, como também o fato de que a deusa conseguiu não só o barco como os marinheiros para a viagem) é que Telêmaco consegue a coragem, a habilidade e os meios necessários para viajar rumo a Pilos e à Lacedemônia atrás de notícias do seu pai.&lt;br /&gt; A terceira situação está retratada bem no início do livro, e guarda semelhanças com a Ilíada. No primeiro livro, Atena implora a Zeus que possibilite a volta à casa do seu preferido Odisseu, e só a partir daí é que se desenrola a ação. Percebe-se: o consentimento de Zeus, exposto logo na abertura da obra, é necessária para que se dê a ação. Na Ilíada, o consentimento de Zeus se dá a partir da súplica de Têmis. Somente a partir daí o Aquileu tem sua ira lentamente transformada em glória.&lt;br /&gt; Essas são, então, as duas coisas que eu penso que o começo do livro expõe ao leitor: a importância da glória como valor social e a importância da divindade como fator determinante na agência humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-8155274910965970817?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/8155274910965970817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=8155274910965970817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/8155274910965970817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/8155274910965970817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2011/12/odisseia-parte-1-livros-i-xi.html' title='A Odisseia, parte 1 (livros I - XI)'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-1280079083981546583</id><published>2011-12-07T11:27:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T11:48:11.381-08:00</updated><title type='text'>Porque o "pagode filosófico" me deixa triste</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-yL7FLZGVxms/Tt--XR99YEI/AAAAAAAABLM/8oEK84SPY3I/s1600/spc1.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 380px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-yL7FLZGVxms/Tt--XR99YEI/AAAAAAAABLM/8oEK84SPY3I/s400/spc1.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683470561934401602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm pipocado, nos últimos dias, referências a um blog chamado "Pagode Filosófico". (www.pagodefilosofico.blogspot.com). Muito dos meus amigos têm compartilhado e achado engraçado o conteúdo do blog. Eu também achei engraçado e achei que o autor do blog é uma pessoa de muito talento. Mas pensando sobre o assunto depois, eu fiquei um pouco triste com isso. Não tem nada a ver com o conteúdo em si do blog, ou melhor, tem. Mas não do jeito que talvez se esperasse (reclamações sobre cultura, bla bla bla e besteiras afins).&lt;br /&gt;A minha tristeza em relação aos textos disponibilizados no blog é a constatação de que, hoje em dia, praticamente qualquer pessoa com um mínimo de acesso ao discurso corrente das ciências humanas/sociais, ou pelo menos da parte desse discurso que penetra no debate político pode defender basicamente &lt;span style="font-style:italic;"&gt;qualquer coisa.&lt;/span&gt; Qualquer coisa. Pode defender que Só Pra Contrariar tem uma profundidade existencial praticamente sem par na música brasileira, e o que é pior: parece convincente.&lt;br /&gt;Até aí não haveria problema. O problema reside no fato de que, todos os dias, pedaços desse discurso são utilizados pra defender coisas as mais estapafúrdias. Sempre vai existir um argumento que, dito de uma certa forma, vai corroborar alguma hipótese maluca. E é preciso uma certa habilidade para desviar-se das firulas e achar onde o erro reside - habilidade essa que é muito mais difícil de adquirir do que a prática do discurso em si. Não estou dizendo que eu tenho essa habilidade. Mas é possível perceber que é difícil. Veja, não estou afirmando nem que isso é feito de propósito - é capaz de ser que a grande maioria das pessoas realmente acredita nas análises semirrefletidas que emitem. É capaz inclusive que esse blog esteja cheio delas. O próprio nome dele já denuncia.&lt;br /&gt;Parando pra pensar, quanto volume de texto será que não é gerado todos os dias, por inúmeras pessoas diferentes, utilizando-se de argumentos questionáveis ou pseudoerudição, utilizado para chegar a conclusões as mais absurdas possíveis, sem um mínimo de apreço pela verificação ou falsificação daquilo ali? Eu não sei, mas eu creio que seja muito. E é isso que me deixa triste. Imaginar, olhando para a ponta do Iceberg - Molejo como reflexo de Schopenhauer - o quanto de gelo não existe embaixo dessa água, e quanto desse gelo não serve de suporte inclusive para coisas na vida real. Me assusta. Mas talvez seja porque eu sou chato.&lt;br /&gt;De novo, isso não é uma crítica ao conteúdo do blog. Inclusive, se mais pessoas vierem a ter esse mesmo insight, talvez ele tenha servido inclusive para algum propósito palpável. É uma crítica somente à prática do discurso etéreo, baseado em castelos de nuvem que parecem construções imponentes.&lt;br /&gt;Como conclusão, gostaria de citar um evento que ficou conhecido como "&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sokal_affair"&gt;Caso Sokal&lt;/a&gt;" - em 1996, um físico americano chamado Alan Sokal conseguiu publicar, em uma revista acadêmica "peer-reviewed" de ciências sociais, um artigo sobre uma "interpretação pós-moderna da gravidade". Essa quimera ululantemente absurda, no entanto, através justamente da utilização de linguagem obtusa e citações estratégicas, não encontrou Belerofonte que conseguisse matá-la: o artigo foi publicado, para vergonha da revista. Interpretação pós-moderna da GRAVIDADE. O que mais nos espera?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-1280079083981546583?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/1280079083981546583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=1280079083981546583' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/1280079083981546583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/1280079083981546583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2011/12/porque-o-pagode-filosofico-me-deixa.html' title='Porque o &quot;pagode filosófico&quot; me deixa triste'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yL7FLZGVxms/Tt--XR99YEI/AAAAAAAABLM/8oEK84SPY3I/s72-c/spc1.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-122203609736443655</id><published>2011-11-08T19:50:00.000-08:00</published><updated>2011-11-09T08:23:50.974-08:00</updated><title type='text'>Porque ser contra a polícia no campus é ser elitista, arrogante e antidemocrático</title><content type='html'>Eu tô sinceramente cansado de ver gente discutindo se os ocupantes da USP são maconheiros ou não, playboys ou não, revolucionários ou não. É uma discussão absolutamente inócua. Parafraseando Holly Golightly, "quel" boring. O que me deixa ainda mais irritado com esse tipo de altercação é que quase ninguém está atentando pra real dimensão da reivindicação dos estudantes que querem "polícia fora do campus". Caveat: o texto a seguir refere-se aos que defendem que a polícia deve NÃO ATUAR, em nenhuma dimensão, dentro de um campus universitário.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A reivindicação, por si só, parece quase inofensiva. Queremos a polícia fora do campus porque a corporação é destreinada e desrespeita direitos individuais básicos, como a liberdade de expressão ou outros. O problema básico é que a polícia não é exclusividade da universidade, sendo a sua atuação em todas as esferas da sociedade. Então, de duas, uma: ou a polícia tem algum ódio especial a estudantes universitários (e age completamente de acordo com suas premissas no resto da sociedade) ou ela comete abusos a direitos individuais básicos em toda a sociedade. Qualquer pessoa minimamente informada sabe que a alternativa correta é a segunda. E o que me choca nos estudantes "contra a polícia no campus" é que, na maioria dos casos, eles são os primeiros a apontar esse tipo de abuso em outras esferas da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Logo, essas pessoas reconhecem que há um problema com a polícia. E qual é a solução que apontam? Que a polícia saia do campus. Que ela vá ser abusiva nas favelas, nas ruas e nas praias. Mas estudantes universitários merecem a contratação de "uma guarda universitária bem-treinada e preparada para lidar com a situação dos estudantes" (ou, talvez, se você for maluco o suficiente, &lt;a href="http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=16611"&gt;fora tudo!&lt;/a&gt;). Nesse momento fica clara a afirmação talvez controversa do título desse post: Estudantes que são "contra a polícia no campus" são a favor da criação de uma casta diferenciada do resto da sociedade, protegida contra os abusos de um braço do governo através da ausência de tal braço e protegida contra os crimes que assolam o país através de seguranças privados contratados... pelo governo. Alguns contestarão: o movimento é também contra os abusos policiais cometidos em outros setores da sociedade. Sabe-se, porém, que não é possível defender que a polícia simplesmente pare de existir. Mas é possível defender que ela pare de entrar no campus. Foge-se convenientemente do problema, enquanto a solução para ele não chega.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vê-se claramente que a reivindicação desses estudantes é a pior de todas as soluções possíveis para o problema. Primeiro porque não resolve o problema que ELES MESMOS identificam como sendo a causa - polícia despreparada; segundo porque não resolve o problema de todos os estudantes da universidade (estupros, roubos, latrocínios, assassinatos etc); terceiro porque é elitista. Arrogante. Antidemocrática.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Hospital Universitário da UnB está caindo aos pedaços há anos, mas não vejo ninguém defendendo que ele seja demolido por não funcionar direito. Defendem que ele seja revitalizado. Todos sabem da existência de milhares de professores picaretas nessa mesma universidade, mas não vejo ninguém defendendo que a universidade seja fechada e que seja construída um grande estádio para a Copa no lugar. Defendem que o sistema de ensino seja revitalizado. Qual o sentido de defender que a polícia deva ser impedida de atuar junto à universidade por não funcionar direito, em vez de defender que a sua atuação junto à sociedade COMO UM TODO seja "revitalizada"?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um verdadeiro movimento estudantil com apreço sério à democracia de direito deveria, pelo contrário, defender que a polícia estivesse em peso no campus - para defender prontamente o direito à livre expressão que qualquer um dos estudantes, professores, servidores, ouvintes, jardineiros, vendedores e curiosos em geral tem, de acordo com a Constituição da República Federativa Brasileira, e também todos os outros direitos expressos naquela carta e no resto do código legal do nosso país. Mas não - é muito mais cômodo jogar o problema para o resto da sociedade. "Por uma universidade livre! O resto a gente vê depois", dizem eles. O que eu digo é: Por uma universidade livre. Por escolas, restaurantes, ruas, praças, e todo o resto LIVRE. Livre tanto da criminalidade quanto de abuso por parte de um Estado que tem o ÚNICO dever de garantir que essa liberdade seja protegida. Sempre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por uma polícia que respeite, proteja e zele pelos direitos intrínsecos a todas as pessoas. Na universidade e fora dela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-122203609736443655?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/122203609736443655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=122203609736443655' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/122203609736443655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/122203609736443655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2011/11/porque-ser-contra-policia-no-campus-e.html' title='Porque ser contra a polícia no campus é ser elitista, arrogante e antidemocrático'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-8436219350025412529</id><published>2011-09-14T07:56:00.001-07:00</published><updated>2011-09-14T11:07:34.130-07:00</updated><title type='text'>Como quase fui vítima de agressão por causa de uma bermuda</title><content type='html'>Sou heterossexual. Minha namorada, que está comigo há três anos, as namoradas que vieram antes dela e as meninas com as quais fiquei nos interlúdios são testemunhas. E um texto que começa com esse tipo de autoafirmação seria provavelmente um texto muito babaca, a não ser que fosse parte de uma explicação sobre como eu quase fui vítima de agressão grave por uma questão de homofobia. Pra ser mais específico, uma bermuda cor-de-rosa.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu vinha andando, três e meia da tarde, pelo estacionamento do IESB norte em direção à UnB. Vinha com uma bermuda cor-de-rosa e ouvindo música. Eu não consigo ficar totalmente parado quando ouço algumas músicas preferidas, então vinha andando meio que "no compasso" da música. O que para muitos seria corriqueiro e para outros um caso curioso, para alguns - um dos quais tive a infelicidade de encontrar ontem - isso significa que eu sou gay. E gay tem que apanhar. Ou morrer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou ainda, nesse caso específico, ser atropelado. Este indivíduo estava dentro do carro, parado, com uma mulher no banco dos passageiros. De repente ele coloca o carro em movimento, acelera e joga o carro pra cima de mim. Não foi um caso de direção inconsequente: eu tive que PULAR pra fora da linha de tiro do pára-choque dele. Ele não freou. Não tentou desviar. Não estava falando ao telefone. Não estava conversando com a mulher. Se eu tivesse ficado parado, como nos filmes, ele teria me acertado o lombo com todas as toneladas do veículo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quando já parece ruim, fica ainda pior: tendo visto que não me acertou, ele parou o carro de novo logo atrás de mim e começou a gritar muito agressivamente qualquer coisa pra mim. Os fones de ouvido me impediram de ouvir exatamente o que era, mas nesse momento a ficha inteira já tinha caído e eu me preocupava mais em sair rapidamente dali antes que ele decidisse levar a cabo de qualquer jeito o intento frustrado. Ao ver que eu continuava andando, rápido, em direção à L3, ele se dirigiu com o carro para o retorno que possibilita sair do estacionamento para a L3, provavelmente pra tentar me alcançar lá de novo, e nesse momento a luz de emergência ligou e eu saí correndo o mais rápido que pude para entrar na área residencial da UnB, inacessível para carros naquela altura da L3.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algum leitor mais cauteloso deve ter notado que, por eu não conhecer a pessoa do carro nem ter ouvido o que ela gritava pra mim, a minha afirmação de que ele fez isso por conta da minha bermuda é uma interpretação pessoal minha. E, de fato, é. Mas o que mais levaria uma pessoa a acelerar o seu carro com o intuito de atingir uma pessoa absolutamente desconhecida que não lhe estava incomodando e, aliás, passava numa rua qualquer praticamente sem notar a sua presença? É possível, sim, tentar imaginar outras motivações, mas esta me parece ser a única plausível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Principalmente no contexto de um país onde, só esse ano, &lt;a href="http://dialogospoliticos.wordpress.com/2011/08/27/brasil-contabiliza-144-mortes-por-homofobia-em-2011/"&gt;144 pessoas morreram por motivos de homofobia&lt;/a&gt;. Eu, heterossexual, estudante, poderia ter sido o próximo. Não nessa situação - o carro não vinha em velocidade suficiente para matar ninguém (óbvio, ele estava parado e a pequena distância não possibilitava isso) - mas se eu viesse atravessando uma rua onde ninguém estivesse olhando e essa pessoa já viesse na via a 70 ou 80 km/h, será que eu tinha escapado?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que me deixa mais sinceramente triste nessa história toda é imaginar o processo decisivo na cabeça do homem que quis me agredir. Achar-se no poder de, através de um julgamento inteiramente pessoal, decidir quem merece ou não merece viver ou apanhar. Achar-se tão indubitavelmente superior a alguém por conta de uma característica tão pessoal quanto a sexualidade... ou por conta de uma simples peça de vestimenta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-8436219350025412529?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/8436219350025412529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=8436219350025412529' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/8436219350025412529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/8436219350025412529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2011/09/como-quase-fui-vitima-de-agressao-por.html' title='Como quase fui vítima de agressão por causa de uma bermuda'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-9175987579226234024</id><published>2011-02-03T23:56:00.001-08:00</published><updated>2011-02-03T23:56:41.301-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/TUuxNJli4II/AAAAAAAAA9s/8qmrzva1q6A/s1600/Y-U-NO.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/TUuxNJli4II/AAAAAAAAA9s/8qmrzva1q6A/s320/Y-U-NO.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569740203643560066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-9175987579226234024?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/9175987579226234024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=9175987579226234024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/9175987579226234024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/9175987579226234024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2011/02/blog-post.html' title=''/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/TUuxNJli4II/AAAAAAAAA9s/8qmrzva1q6A/s72-c/Y-U-NO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-9058170055749518192</id><published>2011-01-03T04:44:00.000-08:00</published><updated>2011-01-05T14:32:40.133-08:00</updated><title type='text'>Black Swan (2010)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/TSHFLhnRc0I/AAAAAAAAA84/wmjb9rBRkvk/s1600/45352-260x380.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 219px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/TSHFLhnRc0I/AAAAAAAAA84/wmjb9rBRkvk/s320/45352-260x380.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557940216944227138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Black Swan: um filme sobre o Diabo.&lt;br /&gt;Não desistam de mim ainda, leitores, que me explico. Quando falo no Diabo, esqueçam a imagem do diabo cristão e medieval, vermelho e de chifrinhos. Quero me referir a uma coisa muito anterior e que Guimarães Rosa resumiu magistralmente na última frase de sua obra-prima: "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nonada. O diabo não há! É o que eu digo, se fôr ... Existe é homem humano. Travessia.&lt;/span&gt;". Aliás, uma das maiores falhas do filme, na minha opinião, foi fazer alusões concretas demais ao Diabo de chifrinhos. O diretor, para mim, poderia ter seguido conselho do mesmo Guimarães: "Do demo? Não gloso."&lt;br /&gt;Mas falo no Diabo como expressão da alma humana, através de uma das artimanhas mais antigas atribuídas ao Cujo: a dúvida. O próprio nome "Diabo" vem do grego διάβολος, que significa "Caluniador". De "calúnia" para "dúvida", é apenas um passinho semântico. O sufixo grego "διά" nos traz também a ideia de afastamento. Logo, o Diabo de que trata o filme é aquele que somos nós mesmos, e que nos arrasta, através da dúvida, ao desespero.&lt;br /&gt;Esse Diabo, então, aparece em várias formas durante o filme, sendo a principal delas o Cisne Negro (Black Swan), por isso a minha primeira frase. O Cisne carrega consigo toda a artimanha de dúvida e desespero que se instala no coração da protagonista. Ao receber o papel principal do Lago dos Cisnes que consiste em dançar tanto o Cisne Branco como o Negro, Nina é informada pelo chefe de que é um ótimo Cisne Branco, mas que precisará aprender a seduzir a plateia com o Negro. Eis mais uma das formas do Diabo: o sedutor.&lt;br /&gt;Sabendo disso, Nina toma a decisão de fazer um pacto com esse Diabo. Só que não precisou ir a nenhuma encruzilhada: ao tomar essa decisão, o pacto já estava pronto e assinado. E aí estava aberta a porta para as sementes da dúvida e do desespero. Então ele começa a aparecer para ela em várias formas: sua "rival", Lily, que parece encarnar o Cisne perfeitamente, sua mãe, que parece persegui-la, e a si mesma, que tem uma tendência auto-destrutiva difícil de controlar.&lt;br /&gt;Além disso, o diretor consegue, primorosamente, costurar nisso tudo o enredo do próprio Cisne Negro: Uma princesa trancada no corpo dum cisne, que precisa de um amor para se libertar, mas que perde esse amor nos braços do sedutor cisne negro. Ora, se a gente pensa em Nina como o Branco e Lily como o Negro, fazendo do diretor o amor verdadeiro, pode-se ver claramente como a trama do balé está entremeada na trama do próprio filme, numa metalinguagem deliciosa.&lt;br /&gt;E então, o leitmotif do filme é ver a graciosa Nina sucumbindo às artimanhas do Demo, até chegar a um ponto onde a dúvida é tanta que ela mal sabe o que é verdade e o que não é...&lt;br /&gt;Cinco estrelas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-9058170055749518192?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/9058170055749518192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=9058170055749518192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/9058170055749518192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/9058170055749518192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2011/01/black-swan-2010.html' title='Black Swan (2010)'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/TSHFLhnRc0I/AAAAAAAAA84/wmjb9rBRkvk/s72-c/45352-260x380.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-610670946605503435</id><published>2010-09-27T03:20:00.000-07:00</published><updated>2010-09-27T03:22:40.469-07:00</updated><title type='text'>Into the Wild (2007)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/TKBwQ2IES1I/AAAAAAAAASQ/HdIwg4vGe9g/s1600/reach+out+and+grab+it.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 135px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/TKBwQ2IES1I/AAAAAAAAASQ/HdIwg4vGe9g/s320/reach+out+and+grab+it.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521536577865796434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This kinda resumes everything I think about life.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you want something in life, reach out and grab it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Just saw this movie for the first time - Into the Wild - and it is really a powerful movie that conveys a powerful message, which becomes yet more powerful when one knows that it is a real story. I’m deeply touched by all which I have just saw.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The only problem is that most people I know that love this movie seem to have watched it while doing other stuff, because some of them act just like the opposite of what Christopher’s life wants to tell you. I myself don’t know if I would have liked him in the case of getting to know him, and also I disagree with many of his perspectives about life and society. But there is something powerful in his lifestory, and it’s really a pity that most people who watch this movie pass through it without being properly touched by the core messages, preferring rather to stay marveled by superficial aspects of his life like the idea of “total freedom” or the idea of getting away from everything for some time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;These for me are superficial aspects of the movie. The things that impressed me most were two: First, the strong determination of Chris to embark upon a deep and true spiritual revolution, no matter what. This has touched me not only because of this fact itself, but actually because it’s something that most people today seem to be running from. People will try to run away from unquieting self-knowledge because, in searching for one’s truth, one necessarily discovers many displeasure things about oneself, and so it is more convenient to guard oneself from that by living in an intricate web of self-told lies and omissions. So Chris not only did not run away from it, but instead embraced it fully, regardless of the consequences that it would bring. This is, for me, the strongest message conveyed by Chris McCandless’ life. It’s like if Chris had decided to take Jesus’ call described in Matthew 8 without a Jesus, but by his own strong self-will. This message is more or less independent of Chris’ journeys, and could be conveyed (although not so powerfully) by a search for truth in any person.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The second message that stroke me in the movie has to do with his journeys, and it’s his determination to disattachment. He could have attached himself to many things: to the hippie couple, to the farmer in Dakota, to the girl in the “slab city”, to Jon Franz, but chose not to. Chris’ spiritual journey needed him to move away from all of that, even if it was greatly painful. If the first aspect I mentioned before is like Jesus’ call, here in the second one Chris embarked upon the Buddha call, probably unknowingly. He knew that attachment would stay in the way of his true spiritual revolution, therefore he needed to drift away from it. If there is some “total freedom”, here is where it lies. Not on his crazy wanderings to and fro, but on the denying of attachment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Those two messages, when properly understood, are highly unquieting because points out the accomodated liars that we have all become, in a greater or lesser level, bringing a component of shame in letting that happen and a component of courage to start one’s micro-level search for truth.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-610670946605503435?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/610670946605503435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=610670946605503435' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/610670946605503435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/610670946605503435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2010/09/into-wild-2007.html' title='Into the Wild (2007)'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/TKBwQ2IES1I/AAAAAAAAASQ/HdIwg4vGe9g/s72-c/reach+out+and+grab+it.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-4256850931400219999</id><published>2010-09-22T20:22:00.000-07:00</published><updated>2010-09-23T05:29:14.201-07:00</updated><title type='text'>Budapeste - Chico Buarque (2004)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/TJrLOdUrRXI/AAAAAAAAASI/3H3-yOV7fLo/s1600/magyar.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 298px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/TJrLOdUrRXI/AAAAAAAAASI/3H3-yOV7fLo/s320/magyar.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519947742545921394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia ter escolhido uma figura de Budapeste pra ilustrar o livro homônimo de Chico Buarque. Ou então ter escolhido uma fotografia do próprio Chico. Mas decidi colocar uma figura que mostra palavras - mais especificamente, palavras em húngaro.&lt;br /&gt;Porque é isso que o livro é sobre: palavras. Não sobre histórias de amor, não sobre nacionalismos ou anti-nacionalismos, não sobre a Hungria ou qualquer coisa do tipo. É um livro sobre palavras, é um livro sobre linguagens e, em última análise, um livro sobre as teias daquilo que nos faz humanos.&lt;br /&gt;E é nesse ponto, que, segundo a minha opinião, reside a maestria e a extrema beleza do livro de Chico Buarque. Chico é um autor polêmico, talvez pela sua genialidade nas letras de músicas alguns esperassem mais dos seus livros. Nunca li os outros, mas de Budapeste eu posso, com alguma convicção, falar bem.&lt;br /&gt;Chico Buarque nos fala, no livro, das relações humanas: daquilo que é mais intrínseco em nós, daquilo que é o que nos torna humanos, utilizando para isso a metáfora da linguagem. A linguagem é a primeira coisa realmente humana a nos alcançar, e a partir desse primeiro contato jamais nos livramos dela. Depois de conhecê-la, tudo é moldado a partir dela, sejam pensamentos, a cultura ou as próprias relações humanas. Então, partindo dessa extraordinária metáfora, Chico nos propõe a cabeça de José Costa, um talentoso ghost-writer, ou seja, um homem dotado de grande genialidade no trato com a palavra que vive de transferir os louros dessa habilidade para o nome dos outros. Nisto já podemos ver a complexa rede entre as dimensões da escrita e da realidade. E não só aí, como em todas as outras personagens relevantes (Vanda, mulher de José, é apresentadora de telejornal: vive da palavra falada; Kriska, amor de José na Hungria, é contadora de histórias e professora de Húngaro, seu filho, Joaquinzinho, é completamente distante do pai e praticamente mudo, ou seja, inacessível ao mundo de palavras de José) o entrelaçamento cuidadoso e genial do mundo real, empírico e extra-humano, ao mundo construído e inteiramente humano das palavras.&lt;br /&gt;Usando, então, com maestria, essa metáfora, Chico parte pra tratar das relações humanas acessando aquilo que elas tem de mais intrínseco - como a linguagem. A partir das pulsões mais humanas de Costa, Chico despe o seu personagem de toda pretensão natural e o mostra a nós nu e irremediavelmente preso nas teias de significados que constituem as relações e as línguas. Para esquecer uma frustração com Vanda, José intenta jogar fora toda a língua portuguesa, pois só assim poderia esvaziar de significado aquele acontecimento doloroso. Mesmo depois de publicado em húngaro sob o nome de um grande poeta magiar, Kriska lê as palavras de José ali impressas e diz que parecem palavras escritas por um estrangeiro, como se José, por mais que intentasse, jamais poderia alcançar o âmago da teia semântica que emana do ser-se húngaro, assim como jamais poderíamos alcançar o âmago semântico subjetivo de quem quer que seja, simplesmente por estarmos primordialmente atados ao nosso próprio "ser" subjetivo e semântico, o que Chico ilustra como o sotaque de José, que praticamente só Kriska consegue perceber.&lt;br /&gt;E é por isso que a obra de Chico é grande. Entretecer dois lugares, duas línguas e várias pessoas completamente diferentes em um estilo sólido de prosa, sem solavancos, demonstram a maturidade literária de Chico Buarque. Apesar de toda essa densidade semântica, o livro não apresenta dificuldade nenhuma à leitura, que é fluida e altamente prazerosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-4256850931400219999?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/4256850931400219999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=4256850931400219999' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/4256850931400219999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/4256850931400219999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2010/09/budapeste-chico-buarque-2004.html' title='Budapeste - Chico Buarque (2004)'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/TJrLOdUrRXI/AAAAAAAAASI/3H3-yOV7fLo/s72-c/magyar.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-511175594849008037</id><published>2010-05-28T16:45:00.001-07:00</published><updated>2010-05-28T16:45:51.897-07:00</updated><title type='text'>A marcha contra a homofobia não pode se tornar a marcha da vingança - parte II</title><content type='html'>Cara Laura,&lt;br /&gt;em primeiro lugar gostaria de exprimir alguma preocupação em relação à linguagem utilizada no seu email. Por mais que sejamos próximos pessoalmente, essa discussão é um debate público sobre um assunto que já é complicado demais. A utilização de linguagem agressiva só atrapalha qualquer fluxo da discussão e ainda distrai a atenção do debate para julgamentos morais frívolos (cretino, tosco, falta de erudição, etc) que não vem ao caso. Ainda por cima, falando desse jeito você baila perigosamente com a linha de limite do ad hominem - por acaso tenta diminuir o meu ponto através de críticas à minha pessoa? Se há argumentação, que se atenha a ela. Se não há, que se abstenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo dito este caveat necessário, passo à substância. Devo responder a seus questionamentos em duas frentes: a primeira delas é uma argumentação baseada em princípios, ou seja, porque que é errado a priori fazer o que foi feito com o CA de agronomia. A segunda delas diz respeito a uma argumentação consequencialista, ou seja, porque que as consequências do que foi feito estão erradas e são danosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro ponto de que trato, então, na argumentação principialista, é em pedir desculpas por não ter sido suficientemente claro. Quando eu falo de liberdade sexual, está obviamente implícito neste conceito para mim - e talvez seja por causa da minha convicção liberal - a questão do tratamento equânime. Ora, se há um tratamento desigual, que liberdade seria essa? Fica claro que não é liberdade de facto. Portanto julguei desnecessário colocar essa extensão à minha ideia. Mas vejo que não me fiz entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo ponto que tenho a comentar sobre o seu texto é a sua confusão sobre o nível de "publicidade" dos espaços da Universidade. É claro o entendimento de que há discrição dos Centros Acadêmicos sobre as atividades e espaços que dizem respeito a eles. Então sim, obviamente a questão da placa do CA de agronomia é uma questão pública. Mas é uma questão pública que diz respeito ao público da Agronomia. É direito deles decidir sobre o que será colocado na placa ou não. Portanto, para quem não é da agronomia, aquele espaço é um espaço privado, e deve ser utilizado até certo ponto de acordo com as regras daqueles que o governam. Ou por acaso eu poderia sair colando cartazes sobre a Marcha Evangélica pela Família na porta do CA de sociologia ou pichar "Viva Hayek" no letreiro do CA de Serviço Social? Obviamente não, a não ser que esses CAs me permitissem. E isso é assim mesmo se a mensagem a ser colocada for de cunho eminentemente óbvio - mesmo que fossem cartazes em favor do tratamento igualitário dos negros, a que hoje em dia felizmente ninguém se opõe, ou cartazes que dissessem "fora o feudalismo", é decisão do CA de ostentar esses símbolos em sua placa, espaço físico, manifestações, ou não. Além disso você falou no seu email ser errado "retirar de um local público...", e não estamos falando de retirar. Estamos falando de ativamente entrar no espaço de expressão do outro e colocar a nossa opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu concordo com você sobre não existir "neutralidade", mas, no máximo, opiniões que a pessoa acha natural mas que sabemos que são construídas. Mesmo assim não é permitido obrigar ninguém a ostentar uma bandeira, mesmo que ela seja óbvia. Só porque eu acho que o silêncio em relação aos homossexuais é uma continuidade da prática opressiva, o que eu realmente acho, eu não posso obrigar ninguém a sair desse silêncio - seria um ato autoritário e completamente arbitrário. Se achamos que esse silêncio é prejudicial, como eu inclusive acho, o modo democrático e legítimo que temos para fazer as pessoas saírem desse silêncio é através do exemplo e do diálogo, e não através da imposição das nossas opiniões sobre a dos outros, por mais verdadeiras que elas possam ser.Portanto, fica claro que foi, sim, uma invasão do direito do CA de agronomia a tentativa de colocar as manifestações próprias do movimento homossexual na placa deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me leva à minha segunda frente de argumentação, a de caráter consequencialista. Qual era o objetivo da marcha contra a homofobia na UnB? Pregar a liberdade de sexualidade e gênero e tratamento equânime (agora, explícito), de todas as identidades. A atitude impensada dos presentes na marcha de invadir o espaço do CA de agronomia contribuiu para esse objetivo? Ora, se todos nós sabemos que o curso de agronomia tem um histórico de homofobia, é racional pensar que o modo de acabar com essa homofobia é invadindo, desrespeitando e agredindo? Assim como os homofóbicos fazem? Ou seja, será que o modo de resolver isso é apelar para a "marcha da vingança" a que eu me referi no primeiro texto? Ou será que deveríamos, pelo contrário, tentar construir um diálogo e uma interação de modo a construir a cultura de tolerância, respeito e liberdade que tanto queremos? Você tentaria apagar uma fogueira jogando querosene nela? Obviamente não. Acontecimentos como o de ontem são, a meu ver, um passo atrás na construção democrática e pacífica de uma sociedade mais tolerante. Me entristece ver gente como você, que é parte do grupo de pessoas mais interessado nisso, defendendo esse tipo de atitude autoritária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em relação ao ponto da Fernanda, queria dizer que acho muito válido o que você escreveu, mas, em certo ponto, discordo. Pra mim o fato de pichar um casal homo do lado de um casal hetero chama a atenção para aquilo que a marcha pretendia: o tratamento equânime, não igualitário, mas equânime, dos diversos tipos de identidade sexual. E isso, na minha opinião, não tira a atenção para as especificidades do homossexualismo - principalmente porque já haviam sido pintados outras várias figuras de casais homo pela universidade. Ter o cuidado de pintar um casal hétero também é atentar para a construção daquele diálogo a que me referi na resposta à Laura aqui em cima. É fazer questão de afirmar ao "outro lado" que o que se deseja é a liberdade, e não a agressão. A tolerância, e não o sectarismo. É fazer com que TODOS, sem exceção, se sintam parte do mesmo lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, acho que isso responde às inquietações que foram expressas sobre a minha opinião.&lt;br /&gt;Obrigado pela atenção!&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-511175594849008037?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/511175594849008037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=511175594849008037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/511175594849008037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/511175594849008037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2010/05/marcha-contra-homofobia-nao-pode-se_3217.html' title='A marcha contra a homofobia não pode se tornar a marcha da vingança - parte II'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-2882475559677109109</id><published>2010-05-28T16:43:00.000-07:00</published><updated>2010-05-28T16:45:13.419-07:00</updated><title type='text'>A marcha contra a homofobia não pode se tornar a marcha da vingança - réplicas</title><content type='html'>A primeira réplica veio da Fernanda Alves, que aqui apresento:&lt;br /&gt;Olá Herinque,&lt;br /&gt;acho muito importante você estar trazendo essa discussão `a lista e concordo  em partes  você falou só sugiro  que se preste atenção em outros aspectos para que  possamos  refletir melhor sobre esse direito que vc sinalizou  e de fato exercer o compromisso com o respeito `a alteridade  ....&lt;br /&gt;Um deles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem uma frase do Boaventura de  Souza Santos quando ele discute a construção intercultural da desigualdade e da diferença da qual ele se apropria muito do discurso de Edgar Morin que é a seguinte: "temos o direito de sermos iguais mesmo quando a diferença nos inferioriza temos o direito de ser diferente sempre que a igualdade  nos descaracteriza"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato da menina ficar desenhando figuras de casais homoxessuais e dizer  que os heterossexuais já são respeitados além do que vc colocou pode ser interpretado como um ato político de sinalizar que essa proposta de que todos tem o mesmo  direito de amar e da liberdade sexual   que apela  para a igualdade de certa forma descaracteriza a especificidade de quem tem uma condição sexual que não é hegemônica .E  que   para se pensar em  políticas vinculadas a essa temática tem que ser ter muita cautela  para incorporar   o reconhecimento da  diferente realidade dos homo , bi e  os travestis que  sofrem do preconceito e exclusão  e hoje não são respeitados( ex o processo de ter um filho tomada por um casal homo e um hetero  é diferente e ele na sua diferença deve garantir a possiblidade de formação de um núcleo familiar) "Política de igualdade que nega as diferenças não inferiorizadoras é uma política que se funda na absolutização das diferenças ou pela negação absoluta das diferenças " é é uma política opressora, intolerante  e  homofóbica no caso da questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão:&lt;br /&gt;eu gostaria de até fazer uma experiência e organizar um grupo defensores do consumo  de bebidas alcoolicas no campus  e começar a colar adesivos de cervejas na placa do CA da agronomia , ou colocar o simbolo da skol afixado ao lado da placa do CA e gostaria de saber se provocaria reação tão forte por parte do CA da agronomia  como a bandeira Gay causou.&lt;br /&gt;Para um CA que já teve uma lata da Antártica inflável na sua porta não me parece que tal CA esteja se preocupando com a vinculação de sua imagem `a símbolos. .Talvez sim ele esteja preocupando quando tal símbolo  não represente  práticas hegemônicas e isso pra mim é minimamente um ato  desrepeitoso, intolerante  e opressor e não deve ser reconhecido como legítimo .&lt;br /&gt;Como ainda não fiz tal experiência prefiro não opinar e e fazer julgamentos em relação a ao incidente ..... mas fica a dúvida!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente &lt;br /&gt;Fernanda  Fagundes Alves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda resposta veio da Laura Luedy, que aqui apresento:&lt;br /&gt;Querido Henrique,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me permita dizer publicamente que muito me toca notar só agora que falhei em perceber em uma amigo tão próximo (ou seja, numa pessoa a quem eu poderia ter esclarecido o ponto facilmente) a falta de erudição quanto ao modo como necessariamente se pode construir uma prática contra-hegemonica.&lt;br /&gt;Chegarei a esse ponto mais adiante aqui, mas antes devo dizer que não, a marcha de hoje nunca se pretendeu a favor tão-simplesmente de uma liberdade sexual, mas acima disso a reclamar um tratamento eqüanime àqueles sujeitos cuja identidade queer, trans, lésbica, gay ou bi (identidade esta que pode dar conta sua sexualidade, mas não necessariamente e não somente). Me choca, querido, que você não tenha tido o tato de perceber que esse pretenso "direito" de negar a apropriação de espaço público não seja uma hipótese tosca vazia de apoio nos fatos. O que você viu como o "direto" de determinado grupo caracterizar e obter o monopólio da caracterização de um espaço dentro da universidade nada mais é que o corolário de uma relação de poder assimétrica entre indivíduos que vem repetidamente excluindo desses espaços reconhecidos/consensuais de direito sujeitos de status inferior. Hoje não se discute (ao meu ver, felizmente) que seria um ato em claro desfavor do tratamento igualitário em favor de negros tirar de um local publico um cartaz alegando que "se adota uma posição neutra quanto ao fato e não quer se ver determinado espaço usado por si como caracterizado a favor". Quão neutra é essa posição de fato, Henrique? Há, é claro, um direito de não agir - mas muito diferente disso é o direito de agir contra sob a jusificativa questionável de que se é neutro, especialmente quando se trata de uma situação de desfavor social real, de discriminação real, de violência emocional rotineira real.&lt;br /&gt;E sabe, o que mais me espanta é que, logo você que vive na pele em algum grau toda a violência de não ser absolutamente de acordo com a norma e se considera tolerante e favorável à libertação sexual tenha se dado o trabalho de escrever um texto quasi-panfletário em crítica a uma das maiores movimentações de visibilidade LGBT dessa universidade. Críticas são sim sempre bem vindas, mas se faça o favor de se perguntar onde está todo esse esforço de manifestação e toda essa disposição de tornar uma crítica pública quando você vê com seus próprios olhos manifestações de homofobia e sexismo todos os dias, difusas ou obra de instituições facilmente apontáveis? É muito cômodo mesmo remeter um texto cretino desses...E aqui eu espero que minha linguagem seja perdoada pela compreensão de que isso me é especialmente ultraje porque se trata de você.&lt;br /&gt;Bem, meu conselho é que você reflita um pouco mais sobre a fonte da legitimidade de direitos num contexto de desigualdade e sobre o quanto dessas instâncias legítimas de publicidade nos restam e quais as possibilidades reais de nos fazer reconhecer, ouvir e atender quando, além de lidarmos sempre e em todo lugar com obstáculos materiais e espirituais à construção em nós mesmo de uma subjetividade dotada de amor próprio e auto-respeito. Talvez depois disso você queira reeditar sua critica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está convidado a vir ao Klaus promover uma discussão sobre o ponto, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Best Regards,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laura Luedy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha resposta a essas réplicas será publicada no próximo post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-2882475559677109109?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/2882475559677109109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=2882475559677109109' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/2882475559677109109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/2882475559677109109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2010/05/marcha-contra-homofobia-nao-pode-se_28.html' title='A marcha contra a homofobia não pode se tornar a marcha da vingança - réplicas'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-8001316400232819597</id><published>2010-05-27T15:40:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T15:42:07.924-07:00</updated><title type='text'>A marcha contra a homofobia não pode se tornar a marcha da vingança</title><content type='html'>No dia 27 de maio de 2010 houve, na UnB, uma marcha e um beijaço em favor de uma universidade sem homofobia. Esse acontecimento foi disparado como uma resposta aos trotes homofóbicos que são ubíquos na nossa universidade, principalmente nos cursos de engenharias.&lt;br /&gt; O protesto veio em boa hora e foi muito bom para lembrar a todos como a questão da homofobia é séria na nossa sociedade – enquanto estávamos marchando, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;uma das participantes recebeu uma ligação anônima com uma ameaça de morte&lt;/span&gt;. Então isso quer dizer que nada daquilo ali era inventado ou sequer aumentado, mas sim uma realidade diuturna de medo e violência para os homossexuais.&lt;br /&gt; A ideia do beijaço é boa e serve para combater aqueles que ainda acham que a homossexualidade deve ser combatida e, principalmente, para aqueles que acham que “tudo bem ser gay, o problema é mostrar isso, porque ofende quem tá vendo”. O beijaço tem no fundo uma consciência de que não é nem um pouco ofensivo demonstrar amor por quem se gosta, e que essa condição surgiu de processos sociais opressivos que marginalizavam a homossexualidade. Ora, está na hora de trazer à luz esses processos sociais e desconstruí-los de seu caráter de opressão. Somente demonstrando que os gays existem e que não querem nem vão se esconder por muito mais tempo é que se começa a mudar essa mentalidade.&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Porém aconteceram algumas coisas durante essa marcha que me preocuparam profundamente&lt;/span&gt;. A maioria dessas coisas pode ser ilustrada com o episódio do CA de agronomia. Quando paramos a marcha na frente do CA de agronomia houve um novo beijaço e o protesto continuou. Porém algumas pessoas começaram a colar adesivos da campanha na placa do CA e começaram a querer colar uma bandeira do movimento homossexual na placa desse mesmo CA. As pessoas do curso não foram agressivas em relação à marcha nem relação ao beijaço, mas se opuseram fortemente à “desfiguração” de sua placa, e eu acho que acertadamente. &lt;br /&gt; Porque que esse episódio demonstra um erro profundo na concepção de algumas pessoas em relação à luta contra a homofobia? Porque ele mostra que às vezes alguns estão dispostos a cruzar a linha do desrespeito em relação ao próximo. O CA de agronomia tinha todo o direito de manter a sua placa limpa – nenhuma das pessoas presentes na marcha tinha o direito de impor que outras pessoas lutassem, mesmo que passivamente, pelas suas próprias ideias. É errado ser homofóbico, mas não é errado não falar nada. É um direito. E, mesmo depois de protestos das pessoas de agronomia, os presentes na marcha continuaram colando adesivos e tentando colocar a bandeira, até que dois representantes do CA retiraram a placa de onde ela estava, e foram vaiados. Foram vaiados por que? Por quererem defender o seu direito? Uma moça de agronomia tentou falar o que achava no megafone e foi interrompida e ignorada. &lt;br /&gt; Então quando interpelados sobre essa falta de respeito à liberdade do outro, muitos respondiam dizendo que “eles nos desrespeitam também”. Ora, a marcha contra a homofobia era uma marcha a favor da &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;tolerância, do respeito e da liberdade&lt;/span&gt; ou era uma marcha a favor da vingança? Já que eles nos desrespeitam, temos o direito de fazer o mesmo? Obviamente a resposta é não. E é um não veemente – esse tipo de ação chega mesmo a produzir efeitos contrários naqueles que se sentem desrespeitados: raiva e ódio contra o movimento dos homossexuais. E é essa raiva e esse ódio que essas pessoas vão transmitir pra seus parentes e amigos, colocando assim mais combustível no ciclo de desrespeito e de intolerância da homofobia.&lt;br /&gt; Outra questão importante pode ser ilustrada com outra história: havia uma moça pichando nas paredes e no chão casais homossexuais. A validade da pichação eu não quero discutir aqui, mas eu perguntei a ela: porque não pichar um casal heterossexual, depois de tantos homossexuais já pintados? Ela me respondeu dizendo que isso não era importante, porque os heterossexuais já tem respeito. Isso me causou angústia, porque na minha concepção aquela marcha era uma marcha a favor da liberdade sexual: Homo, bi ou hétero. E eu acho importante reiterar isso – que a marcha é a favor de TODAS as identidades sexuais, inclusive a heterossexual. Porque é isso que define, pelo menos para mim, o movimento da liberdade de expressão sexual. Sem isso as pessoas heterossexuais podem encarar o movimento como uma “ameaça”, e esse sentimento de ameaça, mais uma vez, coloca fogo na roda da intolerância. Justamente por estarmos requerendo direitos é que precisamos ser muito cuidadosos com o direito do próximo.&lt;br /&gt; A conclusão a que quero chegar com esse longuíssimo texto, se alguém o leu inteiro, é a de que o revanchismo só pode levar a uma divisão ainda maior da sociedade entre grupos antagônicos. Se houve opressão no passado, e se há – com certeza há, e forte – não é oprimindo os outros que remediaremos isso. O único meio seguro e justo de apagar esse passado é construindo uma ponte ao “outro lado”, para que sejamos todos do mesmo lado. E não um muro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-8001316400232819597?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/8001316400232819597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=8001316400232819597' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/8001316400232819597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/8001316400232819597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2010/05/marcha-contra-homofobia-nao-pode-se.html' title='A marcha contra a homofobia não pode se tornar a marcha da vingança'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-2543916562425529053</id><published>2010-05-02T16:26:00.000-07:00</published><updated>2010-05-02T16:39:20.505-07:00</updated><title type='text'>Feriados comerciais</title><content type='html'>Há tempos que se ouve falar que as festas não têm mais seu "antigo" valor porque se tornaram "feriados comerciais". Eu já vi verdade nessa afirmação, hoje em dia me pergunto se ela é realmente fundamentada. Será que se não houvesse o apelo comercial em cada uma dessas datas (dia das mães, dos pais, natal, namorados, etc), e o decorrente bombardeio publicitário, não haveria um progressivo "esquecimento" dessas datas, sendo lembradas apenas pelos mais persistentes? Afinal, quem sabe quando é o dia do médico? Ou o dia das avós? Ou o dia do amigo? Geralmente, se se fica sabendo dessas comemorações, é bem próximo da data e com uma importância bem pequena.&lt;br /&gt;Ora, mesmo que a lembrança dos feriados mais importante seja por causa de um apelo publicitário, por acaso não é bom que, com essa lembrança, as pessoas prestem atenção naquele ente ou naquela relação? A maioria das pessoas atenta ao presente mas não fica só nisso, aproveitando o dia também para reforçar os laços com a pessoa amada, de um modo sincero. E, caso algumas pessoas não se voltem, qual é a culpa da publicidade nisso? O problema estaria na pessoa e em sua incapacidade de se voltar aos laços primeiros e aproveitar a ocasião para cultivá-los.&lt;br /&gt;Além disso, nesses dias há um enorme aumento da atividade comercial, ocasionando assim grandes ganhos tanto para os empresários (donos de lojas, donos de fábricas) quanto para todas as pessoas envolvidas nesse serviço (funcionários ganham mais comissão, empresas contratam mais temporários, etc). E, acima de tudo, mesmo que a grande atenção para essas festas seja comercial, com certeza a pessoa-alvo (mãe, pai, namorado(a)) normalmente vai se sentir bem e amado com aquela dose extra de atenção.&lt;br /&gt;Logo, haveria realmente motivo para reclamar da "comercialização" das festas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-2543916562425529053?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/2543916562425529053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=2543916562425529053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/2543916562425529053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/2543916562425529053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2010/05/feriados-comerciais.html' title='Feriados comerciais'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-9015358721615460136</id><published>2010-04-16T13:42:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T14:22:20.328-07:00</updated><title type='text'>A Revolução de Lady Gaga</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/S8jMr2WFUrI/AAAAAAAAAEU/8PhEJeA_FXs/s1600/article-0-070F3180000005DC-272_468x582.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 258px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/S8jMr2WFUrI/AAAAAAAAAEU/8PhEJeA_FXs/s320/article-0-070F3180000005DC-272_468x582.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460839601881305778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lady GaGa nunca passa em branco - famosa há relativamente pouco tempo (seu primeiro single foi lançado em 2008), já desbancou os antigos cânones do pop (britney spears, christina aguilera, shakira, boy &amp; girl bands) e já faz bastante tempo que ela é comparada ao mito fundador do pop contemporâneo: Madonna. Será que isso é apenas uma manifestação da característica de alta rotatividade dos reis do pop ou será que lady gaga tem algo mais a oferecer, um algo mais que talvez tenha sido o que colocou Madonna no "cânone fixo"?&lt;br /&gt;A minha desopinião é que sim, há algo mais em Lady GaGa. A primeira diferença é a grande criatividade, inventividade e competência de Gaga. Sendo ela mesma quem compõe suas músicas e letras, ela tem nas mãos o substrato da sua fama, não dependendo de quaisquer músicos ou letristas pra poder se reinventar. Se ela quiser se reinventar ela poderá fazê-lo sozinha ou pelo menos comandando o processo, porque dispõe dos instrumentos para isto. E lady gaga parece ter nascido para o pop, pois consegue se reinventar praticamente a cada aparição na mídia - ou seja, internalizou a rotatividade do pop numa intensidade praticamente não conhecida antes, pelo menos não no pop mainstream. David Bowie foi um dos poucos que conseguiu fazer algo do tipo, e GaGa bebeu amplamente nessa fonte, mas os nichos de Bowie e GaGa parecem diferentes.&lt;br /&gt;Porém, pra mim, a "revolução" de GaGa não foi no campo técnico ou musical, porque a sua música não tem nada de novo - aliás, isso faz parte de sua "revolução", devo argumentar mais adiante - o que se ouve hoje em seus discos poderia muito bem ter sido tirado de algum ponto dos anos 80 ou 90. A novidade que GaGa traz ao mundo do pop é comportamental. O pop funciona através da exploração de estereótipos, e os grandes artistas do pop mainstream até hoje foram os que conseguiram explorar esses estereótipos de modo eficiente: a "menina inocente e virgem", a "latina sexy", a "adolescente revoltada" em geral, o "bad boy", o "sedutor", e a lista prossegue. GaGa escolheu repudiar todos esses estereótipos e internalizar o culto ao bizarro. Cada videoclipe seu, cada premiação na qual ela aparece só reforçam cada vez mais essa ideia: Lady GaGa é o templo do culto ao bizarro. E, no mundo do pop, o bizarro é o diferente. Isso quer dizer que: GaGa é a apreciação do diferente. Essa escolha vai totalmente no sentido das instituições de comportamento da contemporaneidade, que valorizam a expressão individual.&lt;br /&gt;Só que GaGa levou esse culto a lugares onde o diferente é, na verdade, hostilizado - o mundo dos adolescentes e pré-adolescentes, que muitas vezes querem se ater a uma identidade e a repudiar o que é diferente, como os nerds, os "losers", os solitários, os gays. GaGa usa a música pop mainstream, que atinge diretamente esse nicho, e a sua atitude fora da música (tem atitude política pró-gays, não precisa usar drogas e ficar aparecendo bêbada pra tentar mostrar "rebeldia" - a sobriedade na vida pessoal de GaGa potencializa a mensagem de valorização do diferente que ela quer passar) para servir como uma voz, ou pelo menos um modelo, aos diferentes.&lt;br /&gt;Soma-se a isso o fato de que GaGa não esconde que é humana, nem tenta se colocar num pedestal de brilho pop: ela usa o twitter para se comunicar diretamente com os seus adoradores, diz que chorou litros quando viu uma mensagem de "happy birthday gaga" no youtube, posta uma foto de luto quando seu estilista e amigo preferido morre. GaGa, apesar de se mostrar bizarra, é humana. Aliás, quem não é pelo menos um pouco estranho? Só o que ela faz é demonstrar que isso é uma parte integrante de todos nós. Todos somos um pouco GaGa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-9015358721615460136?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/9015358721615460136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=9015358721615460136' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/9015358721615460136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/9015358721615460136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2010/04/revolucao-de-lady-gaga.html' title='A Revolução de Lady Gaga'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/S8jMr2WFUrI/AAAAAAAAAEU/8PhEJeA_FXs/s72-c/article-0-070F3180000005DC-272_468x582.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-4981022063083306108</id><published>2009-10-12T14:00:00.000-07:00</published><updated>2010-09-23T05:37:12.564-07:00</updated><title type='text'>Inglourious Basterds (2009)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/StOZI3f3_aI/AAAAAAAAAEI/k99n13HR2t0/s1600-h/img_inglorious_basterds_1405_12.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/StOZI3f3_aI/AAAAAAAAAEI/k99n13HR2t0/s320/img_inglorious_basterds_1405_12.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391821556508261794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema de fazer algo baseado em eventos muito conhecidos da História é que existem certas coisas às quais você não pode se furtar. Um exemplo é o filme 300 - todos nós, excitados pela resistência espartana, gostaríamos que, naquela cena final, aquela lança abrisse caminho entre os olhos do grande Imperador Xerxes. Porém isso seria alterar todo o curso da história. Outro exemplo são filmes sobre as guerras mundiais. Pode-se colocar muitos floreios entre 14 e 18 e entre 41 e 45, mas os pontos cardiais têm que ser respeitados. Certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o que parece achar Quentin Tarantino. Ele despudoradamente reescreve a História talvez porque a tenha achado muito... indigna de Tarantino. O suicídio de Hitler foi um fim totalmente sem sal pra guerra mais sangrenta do mundo. Então ele, que, além de diretor, foi roteirista, passa um corretivo no fim da segunda guerra mundial para deixá-lo de um modo adequadamente tarantinesco. A "nova história" do diretor/roteirista não é verossímil, mas quem se importa? Acaso o papel da arte não é esse? E ficou uma delícia. As cenas finais dão a nós (depois de um certo romeu e julieta às avessas), meros espectadores da história passada, o gostinho de dar aos nazistas pelo menos 10% do que eles realmente mereciam. Nuremberg executou limpa e silenciosamente, mas o público quer ver sangue. E quem melhor para nos dar isso do que... Tarantino?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-4981022063083306108?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/4981022063083306108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=4981022063083306108' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/4981022063083306108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/4981022063083306108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2009/10/inglourious-basterds-2009.html' title='Inglourious Basterds (2009)'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/StOZI3f3_aI/AAAAAAAAAEI/k99n13HR2t0/s72-c/img_inglorious_basterds_1405_12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-1509054473192725080</id><published>2009-04-10T21:46:00.000-07:00</published><updated>2009-04-10T22:02:32.755-07:00</updated><title type='text'>Gran Torino (2008)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/SeAg3ZrW33I/AAAAAAAAAD4/8BK4O2S1jeo/s1600-h/GranTorino.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 260px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/SeAg3ZrW33I/AAAAAAAAAD4/8BK4O2S1jeo/s320/GranTorino.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323290895709560690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor filme que eu vi em tempos. É o tipo de filme que tem tudo pra ser clichê ao extremo. Mas não é.&lt;br /&gt;Nesse filme, dirigido pelo próprio Clint Eastwood, que faz também o papel principal (parece que esse papel foi FEITO pra ele), Kowalski nos mostra a capacidade humana de amar. Sim, se até esse redneck pode aprender a amar algo que ele repudia tanto, o que seria impossível? E acaba que, por amor àquilo que ele chama de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;gook&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (palavra altamente pejorativa usada na guerra do vietnã para se referir ao inimigo vietnamita), ele comete atos extremos.&lt;br /&gt;O filme mostra também um tipo inusitado de "fluxo de consciência", não através do modo literário convencional, mas através da própria personalidade de Kowalski. Seu azedume característico e seu desencantamento com o mundo é, sim, um fluxo de consciência tácito e implícito.&lt;br /&gt;Além disso, quem não se delicia com tiradas como "I think you're an overeducated 27-year-old virgin who likes to hold the hands of superstitious old ladies and promise them everlasting life." (dito a um padre novinho)?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-1509054473192725080?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/1509054473192725080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=1509054473192725080' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/1509054473192725080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/1509054473192725080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2009/04/gran-torino-2008.html' title='Gran Torino (2008)'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/SeAg3ZrW33I/AAAAAAAAAD4/8BK4O2S1jeo/s72-c/GranTorino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-9092700041935012122</id><published>2008-05-05T09:15:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T09:22:02.621-07:00</updated><title type='text'>Estamos bem mesmo sem você (Anche libero va bene) - 2006</title><content type='html'>Filme europeu, tinha cara de ser bom, e uma boa oportunidade pra ser bom. Não conseguiu. O filme não conseguiu cumprir a que ele se propôs - que é mostrar uma situação na qual uma família cuja mãe foge e depois volta, e nessa volta as coisas acabam ficando piores. O filme falou pouco, proporcionalmente, sobre as complicações externas e internas das pessoas na família decorrentes da volta da mãe. O filme poderia também ser mais original se se propusesse a mostrar o que se passa pela cabeça da mãe, mas ela acaba ficando tipificada, uma personagem com uma profundidade muito menor do que poderia ter sido. A filha também aparece absolutamente rasa. Só quem tem profundidade ali são os dois homens, sendo o pai praticamente um louco bipolar, as reações dele às coisas são extremamente exacerbadas, os italianos são desse jeito mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-9092700041935012122?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/9092700041935012122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=9092700041935012122' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/9092700041935012122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/9092700041935012122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2008/05/estamos-bem-mesmo-sem-voc-anche-libero.html' title='Estamos bem mesmo sem você (Anche libero va bene) - 2006'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-6989621803130552503</id><published>2008-02-08T18:51:00.000-08:00</published><updated>2008-02-08T19:06:36.736-08:00</updated><title type='text'>O Homem que copiava - 2003</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/R60Yqpngl0I/AAAAAAAAACc/1uSH7hV2i5A/s1600-h/homem-que-copiava10.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/R60Yqpngl0I/AAAAAAAAACc/1uSH7hV2i5A/s320/homem-que-copiava10.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164811468668966722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Muito, mas muito além do que eu esperava, uma comédia bobinha com atos e conseqüências previsíveis. O filme começa como um pequeno relato de epifanias de um rapaz de vida absolutamente medíocre, que ele tenta disfarçar com o epíteto de "operador de fotocopiadora". Esta parte do filme é narrada por fora pela voz de lázaro ramos. Muito intimista, expõecapaz de causar tédio em espectadores que estão esperando a comédia bobinha com atos... etc. A partir do momento em que as coisas estão começando a dar certo, desenrola-se a epopéia do absurdo arquitetada pelo diretor, agora sem narração. Ao contrário do que se era de esperar a partir do título, o fato de ele copiar dinheiro não tem tanta importância no filme, pelo menos não importância primária. As conseqüências desse ato é que são de maior importância, tanto as conseqüências diretas da ação como as conseqüências indiretas no âmbito interior da personagem. O que é interessante também no filme é que, dependendo das intenções do diretor, o filme poderia tornar-se um filme de comédia, como no caso foi, ou um drama excepcional. Agora, neste caso, o filme provavelmente não seria produzido pela globofilmes, nem teria tanta divulgação e, para chegar ao ponto, não ganharia tanto dinheiro. Mesmo tendo optado pela primeira opção, o filme não perdeu seu appeal. Achei ótimo, ótimo, ótimo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-6989621803130552503?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/6989621803130552503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=6989621803130552503' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/6989621803130552503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/6989621803130552503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2008/02/o-homem-que-copiava-2003.html' title='O Homem que copiava - 2003'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/R60Yqpngl0I/AAAAAAAAACc/1uSH7hV2i5A/s72-c/homem-que-copiava10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-4419989939002402827</id><published>2008-01-18T13:17:00.001-08:00</published><updated>2008-01-18T13:40:47.400-08:00</updated><title type='text'>A culpa é do Fidel! (Le faute à Fidel!) - 2007</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/R5EcxbkdVPI/AAAAAAAAACU/17KxAsmkMNc/s1600-h/la_faute_fidel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156934683855770866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/R5EcxbkdVPI/AAAAAAAAACU/17KxAsmkMNc/s200/la_faute_fidel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A culpa é do Fidel! é um filme, eu achei, relacionado com O ano em que meus pais saíram de férias (felizmente com um título menor), ou seja, o mundo dos adultos, nos dois casos principalmente os adultos da contra-corrente, ou seja, os pais militantes, visto por crianças que não tinham, e nem podiam ter, capacidade pra entender o que estava acontecendo (e meu palpite é que a maioria dos adultos também não a tinham), mas com algumas diferenças marcantes: Em "o ano..." é o ponto de vista de uma criança que fica à margem dos acontecimentos, por esforço dos adultos de mantê-la longe. Por isso, quando os adultos vão embora, os pais, sobra pra ela apenas o seu mundo de criança, com coisas como Copa do mundo e mulheres tirando a roupa, agravado por coisas ruins como a morte de seu avô e conseqüente criação por pessoas estranhas, no caso, um judeu. É, portanto, um filme introspectivo, que mergulha no dia-a-dia de uma criança abandonada no meio de um cenário político fervilhante, por causa dele. Já em "A culpa é do Fidel!", a criança, ou pelo menos a criança que já tem algum discernimento, é colocada em uma situação entre seus pais, militantes de esquerda, e seus avós e antiga babá, símbolos do conservadorismo de direita (seu avô mora num castelo vinífero). No começo, prefere, é claro, a vida no castelo e as regalias que tinha antes, pois não consegue entender o que faziam os seus pais (dizendo que os comunistas são "barbudos" e "vermelhos" que querem a guerra nuclear, daí vindo a genial frase de resposta: "Você está confundindo! Vermelho e barbudo é o Papai Noel!). Depois de sacudida diuturnamente por milhões de novos conceitos, consegue assimilar alguns, sem largar tudo o que tinha antes. É um filme mais aberto, mostrando as incursões do dia-a-dia caótico na bolha de não-capacidade de entendimento da criança. Merece uma olhada, (:&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-4419989939002402827?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/4419989939002402827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=4419989939002402827' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/4419989939002402827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/4419989939002402827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2008/01/culpa-do-fidel-le-faute-fidel-2007.html' title='A culpa é do Fidel! (Le faute à Fidel!) - 2007'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/R5EcxbkdVPI/AAAAAAAAACU/17KxAsmkMNc/s72-c/la_faute_fidel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-7870742167909748581</id><published>2007-12-26T08:37:00.000-08:00</published><updated>2007-12-26T08:56:14.503-08:00</updated><title type='text'>El General en su laberinto - Gabriel García Márquez</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/R3KHoLkdVOI/AAAAAAAAACM/_kRnhPF5HTs/s1600-h/7017P-Bolivar~Hispanic-Heritage-Simon-Bolivar-Posteres.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148326448408122594" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/R3KHoLkdVOI/AAAAAAAAACM/_kRnhPF5HTs/s200/7017P-Bolivar~Hispanic-Heritage-Simon-Bolivar-Posteres.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Utilizando-se de sua maestria, García Márquez relata a vida de Simón Bolívar em seus momentos finais, mais especificamente sua última viagem, através do Rio Madalena, sob dois prismas: o primeiro é o de El Libertador tentando evitar a ruína de sua obra de integração regional e sendo atingido por seus escombros, ficando cada vez mais frustrado. Segundo, o de um homem que se aproxima rapidamente da morte, e assiste a isso sem ter o que fazer. A habilidade de Gabo consegue juntar as duas óticas numa só história, assim como na realidade, levando o leitor a criar uma afeição quase pessoal pelo General. Gabriel nos ensina, na intimidade do contato com Bolívar e seus próximos, que os mitos são humanos, talvez humanos demais. Seriam eles mitos por causa disso?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-7870742167909748581?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/7870742167909748581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=7870742167909748581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/7870742167909748581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/7870742167909748581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2007/12/el-general-en-su-laberinto-gabriel.html' title='El General en su laberinto - Gabriel García Márquez'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/R3KHoLkdVOI/AAAAAAAAACM/_kRnhPF5HTs/s72-c/7017P-Bolivar~Hispanic-Heritage-Simon-Bolivar-Posteres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8363758608083865251.post-2608181906648937699</id><published>2007-10-01T20:12:00.000-07:00</published><updated>2007-10-01T20:24:26.392-07:00</updated><title type='text'>Para sempre lilya (Lilja 4-ever, 2002)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/RwG5lULnK9I/AAAAAAAAACE/z15-de-9y6s/s1600-h/4083.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/RwG5lULnK9I/AAAAAAAAACE/z15-de-9y6s/s200/4083.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116574702393306066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estreando esse blog de opiniões infundamentadas que não interessam a ninguém vai a minha opinião infundamentada sobre o filme Para sempre Lilya. Há tempos que eu queria ver esse filme. Achei muito bom. Muito.&lt;br /&gt;E muito triste. Na verdade nem sei, pois, mesmo com Lilja levando a vida que leva (principalmente após de conhecer Andrej), ela demonstra que tem uma certa "esperança" residual, e eu não sei se é essa a palavra, ou inocência, não sei. Vejo isso pelas conversas com Volodja, com eles passeando cheirados... É impressionante a cara que ela faz e também o descaso que ela tem (ou parece ter) com o fato de ser estuprada. Chorei na hora que ela dá a bola de basquete ao Volodja. Acho que aquele garoto nunca ganhou nada, além de uns tantos safanões do pai alcoólatra. Como falou um cara no orkut, antigamente tinha o comunismo, e agora que não tem mais comunismo fica a impressão de que não tem nada no lugar dele. As imagens da Estônia mostram algo que um país-fantasma. Não duvido que lá seja exatamente como eles retratam, como um país que não tem nada, etc, o que abre margem justamente pra o tema abordado no filme. Foda. Por mais libertário que eu seja, não consigo conceber alguém fazer isso. Me dá vontade de torturar o cara (!). Vai, Lilja. No céu tem basquete.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8363758608083865251-2608181906648937699?l=desopinioes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desopinioes.blogspot.com/feeds/2608181906648937699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8363758608083865251&amp;postID=2608181906648937699' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/2608181906648937699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8363758608083865251/posts/default/2608181906648937699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desopinioes.blogspot.com/2007/10/para-sempre-lilya-lilja-4-ever-2002.html' title='Para sempre lilya (Lilja 4-ever, 2002)'/><author><name>henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09842518428186952987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OPpjFM2j10Y/RwG5lULnK9I/AAAAAAAAACE/z15-de-9y6s/s72-c/4083.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
